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26 de Maio de 2019 - 

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Documentário "Interfaces do Racismo" é mostrado pela TV Assembleia

“Eu penso que o Brasil, daqui uns 50 anos, vai mudar”. A afirmação da professora aposentada Diva Guimarães chama a atenção em seu depoimento sobre o racismo registrado em vídeo pela Defensoria Pública da União (DPU). A história dela faz parte do documentário “Interfaces do Racismo”, criado pelo Grupo de Trabalho de Políticas Etnorraciais da instituição, que começou a ser veiculado pela TV Assembleia, canal oficial da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).Neta de escravos, a professora Diva é paranaense, e conta no vídeo sobre suas origens e a luta da família. Ela fala, principalmente das dificuldades que teve para estudar e se formar. No colégio em Cornélio Procópio, onde aprendeu a escrever e ler, era a única negra na sala de aula. O fato se repetiu em todas as outras etapas de sua educação, inclusive na faculdade. Segundo ela, os problemas de racismo sempre foram presentes no seu dia a dia. “Quase desisti na faculdade por causa de um professor. Continuaram (os problemas) depois quando fui trabalhar”, confessa, com o olhar distante, enquanto aparece ao fundo a exuberante paisagem verde do Jardim Botânico de Curitiba.Desigualdade – “Além de promover um espaço de educação em direitos, dentro da questão do racismo, a campanha abre um diálogo permanente para uma finalidade muito maior, que é discutir políticas efetivas de enfrentamento da desigualdade racial no nosso país”, afirmou a coordenadora do Grupo de Trabalho (GT) de Políticas Etnorraciais da DPU, defensora Rita de Oliveira. A defensora pública federal Laura Ferrarez, aprovada por cotas no último concurso da DPU, lembrou que o racismo não afeta apenas a população negra, mas gera uma situação social nociva para todos. “Em um momento de crise, temos duas opções. Podemos construir pontes ou erguer muros. Eu quero construir pontes e convido todos a construir também”, disse. Ferrarez também agradeceu a mãe e todas as pessoas negras que vieram antes dela por abrirem os caminhos que a permitiram ocupar, hoje, a posição que ocupa.Direitos – A campanha, que pode ser conferida ao longo da programação da TV Assembleia, reúne uma série de outras histórias, depoimentos e dados sobre a população negra. Segundo a Defensoria Pública da União, o documentário está em consonância com os objetivos convencionados na Assembleia Geral da ONU que proclamou o período entre 2015 e 2024 como a Década Internacional de Afrodescendentes, em consideração à necessidade de se reforçar a cooperação nacional, regional e internacional em relação ao pleno aproveitamento dos direitos econômicos, sociais, culturais, civis e políticos de pessoas de afrodescendentes, bem como sua participação plena e igualitária em todos os aspectos da sociedade.  Lançada no ano passado como parte das comemorações pelo Dia da Consciência Negra – celebrado no dia 20 de novembro – a campanha é constituída por quatro minidocumentários. Cada um deles tem cerca de oito minutos de duração, e visam ao fomento de políticas de enfrentamento ao racismo. O foco está nos temas do Racismo Estrutural, Racismo Ambiental, Racismo Institucional e Racismo Estrutural. Neste link você pode conferir um teaser da campanha:  https://www.dpu.def.br/mais-videos/videos-campanha-racismo  
13/05/2019 (00:00)
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